Por 3 arrobas e meia de mulher
Estou pra aquilo que der e vier
A noite ainda nem começou
E já nem sei mais quem eu sou
Essa é a premissa...(...)
Enquanto...
O grande dia não vem pra ninguém...
E como uma fruta gostosa
Igual à uma puta amorosa
Se escolhe entre verso e prosa
Mas fica só no mete e não goza
Essa é a premissa...(...)
Enquanto...
O grande dia não vem pra ninguém...
Se bem que o amor não poupa ninguém
Nem quem nunca teve alguém
Pessoas são o dinheiro que tem
Mas cartão, se aceita também
Essa é a promessa...(...)
Enquanto...
O grande dia não vem pra ninguém...
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Capa da Veja (Blues em A7)
Quando fêz seu nono aborto
Sentiu um leve desconforto
Como não devia ser
Por não ter o que temer
Pois depois da primeira vez
Ela já virou "freguês"
E agora quando lhe perguntam
O que sente, já desconversa
Dizendo que nunca mais...
Nem que seja ...
Capa da Veja...
Procurou a MADA
Mas não era o que imaginava
Tirou férias em Paranaguá
Não achou quem tanto amava
Mas depois que o Sol se poem
Ela já não mais pressupõe
E quando alguém a convida
Pra jantar ou só uma bebida
Ela diz que nunca mais...
Nem que seja...
O Homem-Cerveja...
Seu quarto tem duas janelas
Mas o sol não abre tramelas
Seus vizinhos só falam mal dela
E pra cada ela acende uma vela
Mas depois que passa das três
Ela não se importa com leis
E mesmo que alguém a interrogue
Ela estando ainda bem grogue
Ela diz que nunca mais...
Nem que seja...
O Homem-Cereja...
Sentiu um leve desconforto
Como não devia ser
Por não ter o que temer
Pois depois da primeira vez
Ela já virou "freguês"
E agora quando lhe perguntam
O que sente, já desconversa
Dizendo que nunca mais...
Nem que seja ...
Capa da Veja...
Procurou a MADA
Mas não era o que imaginava
Tirou férias em Paranaguá
Não achou quem tanto amava
Mas depois que o Sol se poem
Ela já não mais pressupõe
E quando alguém a convida
Pra jantar ou só uma bebida
Ela diz que nunca mais...
Nem que seja...
O Homem-Cerveja...
Seu quarto tem duas janelas
Mas o sol não abre tramelas
Seus vizinhos só falam mal dela
E pra cada ela acende uma vela
Mas depois que passa das três
Ela não se importa com leis
E mesmo que alguém a interrogue
Ela estando ainda bem grogue
Ela diz que nunca mais...
Nem que seja...
O Homem-Cereja...
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Ninguém corre de polaina
Agradeço pelos pombos que cagam nos carros dos políticos estacionados no planalto central
Agradeço pelos quase 50 milhões de Reais gastos pela Cruz Vermelha na reinauguração do seu museu para comemoração dos seus 150 anos de atividade (e com média de 600 visitantes por dia)
Agradeço pela cultura estar à disposição de todos, mas para os bolsos de poucos
Agradeço pelo ar que respiro ainda ser de graça
Agradeço por cada mulher errada que me deu um chute na bunda antes que eu me apaixonasse por ela
Agradeço por todos aqueles que me esqueçeram e sem os quais eu não saberia de fato o que é a falsidade
Agradeço por Caetano ter nascido no Brasil & Bob Dylan em Minnesota
Agradeço pela feijoada & pelo queijo de leite de búfala
Agradeço pelos pseudo-intelectuais & e pela sub-literatura
Sem liberdade de expressão estaria atolado em sub-empregos...
Agradeço pelos quase 50 milhões de Reais gastos pela Cruz Vermelha na reinauguração do seu museu para comemoração dos seus 150 anos de atividade (e com média de 600 visitantes por dia)
Agradeço pela cultura estar à disposição de todos, mas para os bolsos de poucos
Agradeço pelo ar que respiro ainda ser de graça
Agradeço por cada mulher errada que me deu um chute na bunda antes que eu me apaixonasse por ela
Agradeço por todos aqueles que me esqueçeram e sem os quais eu não saberia de fato o que é a falsidade
Agradeço por Caetano ter nascido no Brasil & Bob Dylan em Minnesota
Agradeço pela feijoada & pelo queijo de leite de búfala
Agradeço pelos pseudo-intelectuais & e pela sub-literatura
Sem liberdade de expressão estaria atolado em sub-empregos...
Minha Ex-Musa Nefasta
Minha musa estava triste
Acabara seu alpiste
Me pediu atenção
E eu não pude dizer não
Mas a noite estava fria
Eu tossia como um cão
Só iria por um beijo
Foi a minha condição
Logo os sinos badalaram
E a lua apareceu
Tanto tempo
Esperei
por alguém como você...
Sua pele estava seca
Sua voz gutural
Os seus olhos verdejantes
Sua boca mercurial
Seus cabelos já tingidos
Seu sabor sem igual
Seu sorriso já sem dentes
Sua mente irracional
Mesmo em dias conturbados
Com seus dados à rolar
Óh, querida
Posso ouvi-la
Quando chora
Quando chora...
O sinal estava fraco
O telefone nem tocou
Mas ainda
Posso ouvi-la
Me chamar
Me chamar
Me chamar...
Acabara seu alpiste
Me pediu atenção
E eu não pude dizer não
Mas a noite estava fria
Eu tossia como um cão
Só iria por um beijo
Foi a minha condição
Logo os sinos badalaram
E a lua apareceu
Tanto tempo
Esperei
por alguém como você...
Sua pele estava seca
Sua voz gutural
Os seus olhos verdejantes
Sua boca mercurial
Seus cabelos já tingidos
Seu sabor sem igual
Seu sorriso já sem dentes
Sua mente irracional
Mesmo em dias conturbados
Com seus dados à rolar
Óh, querida
Posso ouvi-la
Quando chora
Quando chora...
O sinal estava fraco
O telefone nem tocou
Mas ainda
Posso ouvi-la
Me chamar
Me chamar
Me chamar...
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Ao Dente
Há pessoas que só falam de trabalho
Mesmo num quarto embolorado de hotel nem tão barato quanto deveria ser
Quando acordo percebo que ainda estou vivo
Mas recebo a noticia que Lou Reed faleceu
A Morte, às vezes, tem bom gosto!
A Morte, às vezes, tem bom gosto!
Mas geralmente, não!
Dei mais uma olhada em nossa foto
E me atirei pela janela
Mesmo num quarto embolorado de hotel nem tão barato quanto deveria ser
Quando acordo percebo que ainda estou vivo
Mas recebo a noticia que Lou Reed faleceu
A Morte, às vezes, tem bom gosto!
A Morte, às vezes, tem bom gosto!
Mas geralmente, não!
Dei mais uma olhada em nossa foto
E me atirei pela janela
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