Eu vivo nas ruas
Eu vivo no mato
Subo montanhas
Escalo edifícios
Estou nas esquinas
Nas entrelinhas
Já tive dinheiro
Não tinha mais nada
Só nunca estive tão mal que não pudesse sair de mim mesmo...
Viajo no tempo
Me lanço no espaço
Atiro no escuro
Acerto o passado
Estou nas colinas
Entre os rios
Já estive bem morto
No fundo do poço
Só nunca estive tão zen que não pudesse dizer o que penso...
Pois nada é para Sempre
Nada é eterno
Nem o vinho longevo consumido num instante
E nem as mentiras em que por conveniência preferimos todos acreditar...