quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Depois do expediente

Eram cinco horas da manhã ou mais...
E eu só queria voltar pra casa!
Esse negócio de amanhecer na gandaia não é mais pra mim...
Nunca foi!
Mesmo quando eu era mais jovem
Tinha horror de voltar pra casa com os passarinhos já cantando
Sempre preferi acordar com eles depois de uma boa noite de sono...

Mas enfim, já peguei um taxi com a dor de cabeça da ressaca do dia seguinte
Que se anunciava forte...
Nessas horas que se percebe como uma boa mulher faz falta
Se eu estivesse acompanhado teria voltado mais cedo
E só teria aproveitado a parte boa da festa
Que por sinal teria continuado em casa
Provavelmente ainda melhor!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O bardo judeu

Para a Fila da Desolação e pela Estrada Infinita
Num contexto que ninguém entende ou reflita
Movidos à metanfetamina virtual
Para onde vai a geração atual?
Encontrem seu próprio caminho real
Hospedeiros da ambição total
Cordeiro, não roa a corda entrelaçada por você mesmo
Bandinha sem a pele que virou torresmo
Astronautas juvenis com seus conselhos dispensáveis
Impudoráveis
Eu como um rolling stone por dia no café da manhã
Com as bençãos da mãe-maçã
E tudo aquilo que você mais gosta acaba se tornando uma referência
Para o bem ou para o mal, incompetência social
E quem enfim, não se acha genial?
Piadas e roubos são os dois pilares da nossa sociedade hipócrita
Mas não é somente uma falha cultural
Tudo se resume à vaidade, hipocrisia e propaganda enganosa
Embora o tempo seja fugaz nada deveria ser feito com pressa
Porém, os jovens não percebem isso até se tornarem velhos
A própria vida é a mais irônica das peças
Com uma fúria disciplinada & letal
Por que deixar de fazer a barba aqui dentro só porque está chovendo lá fora?

Aforisma n° 13

A vida é uma coleção de fracassos administráveis!!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Misto

Para o bem da humanidade Deus me fez pobre e medíocre
Com a minha arrogância, imagine se tivesse me feito poderoso?!
Mas independente de talento, todo mundo já passou perrengue
Hemingway, Miller, Caetano, Rimbaud, Blake, Dylan
Sem dinheiro, sem mulher, sem trabalho, sem perspectivas...
Imagine caras como eu, então?!
O que fazer nesses períodos de vacas magras?
Tomar uma cerveja e compor uma canção
No mais, tenha fé e nunca perca a esperança
Viva a vida com alegria e deixe-a surpreender você
Relaxe!
Sem drogas é muito melhor!
Bem, é isso por hoje!
Vou comer uma misto-quente...
Boa noite!!!!!!!!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Transpoema n° 1

Calma!
Tenha calma!
O sangue não vira amor...
Calma!
Tenha calma!
O sangue não virá, amor!

O sangue não vira suor
E só chama rima ruim
Tudo só vai melhorar
Quando seu ódio se for enfim

O mundo é demais pra você
Seus passos não marcam o chão
Sua mente parece um auê
E eu fujo até a exaustão

O sangue até gera paixão
O sangue da exportação
O sangue até vira mostarda
O sangue depois da paulada

O sangue ainda vai nos matar
O sangue até causa emoção
O sangue até tira o tesão
O sangue da menstruação

Talvez o seu ex só concorde
Talvez seja pouco pra mim
Mas o mundo está louco demais
E demais seja pouco no fim

Calma!
Tenha calma!
O sangue não vira amor...
Calma!
Tenha calma!
O sangue não virá, amor!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Imortal

Quem sabe eu seja imortal
E o tempo se desdobre em mim
Num único e derradeiro golpe fatal?

Quem ousará dizer que não sou assim?
Pois pra mim quando eu me for tudo se acabará
Num ponto final
E nada mais haverá depois que eu partir

Aproveito enquanto posso
E aconselho à todos fazer o que faço
Pois depois que eu morrer tudo pode se acabar
Para mim e pra você

O sol não mais brilhará
A chuva não mais cairá
As mulheres não mais me excitarão
Nem tampouco irão exalar o perfume do mistério

O telefone permanecerá em silêncio
Não adiantará me ligar
Eu não estarei mais aqui para atender
E ninguém mais irá me encontrar
Nem terão notícias minhas
Novidade alguma haverá

O tempo não mais estará contra mim
Não haverá orgulho
Nem palavras ao vento
Nem arrependimentos

A vida & a morte serão uma só
O corvo de Poe nunca mais falará
O grande leão para sempre dormirá
E eu não serei mais o rei dos animais

A solidão não mais me castigará
O destino não mais minha cabeça martelará
A poesia morrerá
E a chama do farol se apagará

A carne crua
A tarde acinzentada
A noite nua
A alma lavada

As cores do som da alegria do verão
Os melhores filmes vistos & revistos
A arte no espelho da vida vasta ou breve
Os filhos gerados & as mulheres pouco amadas

Como ouso dizer que sou imortal
Se há muito já existe a pólvora e o mau motorista?
Mas me aquieta o coração
Saber que talvez tudo termine num adeus sem o gosto da saudade
Ou da marginalidade...


O som nosso de cada dia

A guitarra suja
O teclado viajante
A cozinha firme
Vocais melódicos
Letras interessantes
Música de qualidade se faz assim...
Obra em progresso...
Porque o resto é cantilena de feira!

Quanto mais calmo
tranquilo
relaxado
sossegado
zen
de bem com a vida
Você ficar
Melhor você vai se sentir
A tensão vai diminuir
A pressão arterial vai baixar
E cada vez menos a garganta vai incomodar
O negócio é esquecê-la!
Então respire fundo
E seja feliz!
Ninguém precisa de drogas pra viver...

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O Sol de Agosto

Agosto
Mês do cachorro louco?
Nunca entendi
É uma lenda tão antiga
Meu pai tentava me explicar
Era como que uma advertência sobre os perigos da vida
Mas que hoje parece não ter mais fundamento
No século XXI tudo é tenebroso
E nos acostumamos à viver assim
Com um terceiro olho na nuca
Palavras no vento
Perguntas em resposta
Nada se faz
Sempre um não
Imensa solidão
Um gigante preso no peito
Sem ar para uma fogueira
E mesmo assim brilha como é
Guitarras
Quartos
Noite
Pão
Assim bate o coração
Metrópoles
Praias
Sol
Vazio
Só eu me tenho amor
E um caminho
Dois destinos
Parece tudo em vão
Com esperança
Papa
Alegria
Deixo nas mãos da surpresa
Do senhor do tempo
Cachorros
Loucos
Banda

Teclado novo
Caetano velho
Mãe
Esta é
A solução!
Um convite à novidade...