O que mais lhe atormenta?
O passado?
O presente?
Ou o incerto futuro?
Ora, o sol brilha lá fora
E você pretende morrer aqui dentro?
Que desperdício seria, meu amigo!
Não fique ansioso por nada
Nem tema coisa alguma
Não perca tempo com um amor não correspondido
Uma mulher que irá para o norte
Preocupações descabidas com a morte...
O tempo urge, mas não chora
A sociedade fede & apavora
Apenas aos idiotas...
Toca sua guitarra bem alto
E quem se importa se soa distorcido
Quem disse que deveria fazer sentido?
Jamais fique triste
Ou se sinta derrotado
O mundo todo é seu e é pra ser usado!
Você faz o que pode
E até o impossível quando deve
No mais, que se foda quem não se importa!
quinta-feira, 28 de março de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
Antes do Anoitecer
A vida é cheia de cortes secos
Não editados
Como um filme ilógico
Com sequências não ensaiadas
Porém sempre repetidas
Não lineares
Na qual tentamos em vão
Descobrir um sentido para tudo...
Mas as pessoas sempre dizem que nada acontece por acaso
É, pode ser verdade!
Mas e se não for?
Bem, mas é melhor que seja!
Em uma obra de ficção uma garota ruiva pode se chamar Cereja
E uma loira, Cerveja
Mas na vida real que nome elas teriam?
Nicole, Márcia ou Taís...!?!
Complicado, não?!
Mas que graça isso teria?
Viver como em um filme de Jim Jarmusch
Ou em um livro de Raymond Chandler?
Ainda prefiro isto que chamam de realidade
Com todos os encontros e desencontros à que estamos sujeitos
Andando pela rua
Ou olhando pela janela
Você a vê e quando ela sorri
Você sabe que a vida vale à pena...
Não editados
Como um filme ilógico
Com sequências não ensaiadas
Porém sempre repetidas
Não lineares
Na qual tentamos em vão
Descobrir um sentido para tudo...
Mas as pessoas sempre dizem que nada acontece por acaso
É, pode ser verdade!
Mas e se não for?
Bem, mas é melhor que seja!
Em uma obra de ficção uma garota ruiva pode se chamar Cereja
E uma loira, Cerveja
Mas na vida real que nome elas teriam?
Nicole, Márcia ou Taís...!?!
Complicado, não?!
Mas que graça isso teria?
Viver como em um filme de Jim Jarmusch
Ou em um livro de Raymond Chandler?
Ainda prefiro isto que chamam de realidade
Com todos os encontros e desencontros à que estamos sujeitos
Andando pela rua
Ou olhando pela janela
Você a vê e quando ela sorri
Você sabe que a vida vale à pena...
sexta-feira, 8 de março de 2013
Epílogo
Vou aguardar pela próxima encarnação
Porque nesta deu tudo errado...
Ora, quem mandou depositar sua felicidade nas mãos dos outros?!
Na sua idade já deveria ter aprendido a lição
Matou a familia e fumou um baseado
-É bom poque acalma!disse Laerte...
Leiam William Burroughs & Charles Bukowski
Depois podem vir me encher o saco com suas queixas infantis
O que aconteceu com os homens, que se tornaram moleques?
E com as mulheres, que se tornaram cruéis?
Você não entende mais este mundo...
Entende, Mister Dylan?
Porque nesta deu tudo errado...
Ora, quem mandou depositar sua felicidade nas mãos dos outros?!
Na sua idade já deveria ter aprendido a lição
Matou a familia e fumou um baseado
-É bom poque acalma!disse Laerte...
Leiam William Burroughs & Charles Bukowski
Depois podem vir me encher o saco com suas queixas infantis
O que aconteceu com os homens, que se tornaram moleques?
E com as mulheres, que se tornaram cruéis?
Você não entende mais este mundo...
Entende, Mister Dylan?
O Galo Bêbado
O galo que me acordava toda manhã não é mais o mesmo
Agora ele só canta depois do meio-dia
Um canto rouco e ébrio
As más linguas da vizinhança dizem que ele se tornou alcóolatra e violento
Culpa de sua mulher que o traía com qualquer um
Mas também, quem mandou ele casar com uma galinha?!
Depois que ela partiu ele passou à se sentir muito só
E não há bebida em todo o mundo que possa aliviar essa dor
Ele brinda aos decadentes & aos desafortunados
E uma vez por semana invade algum galinheiro do bairro
Claro que em vão
Ele é expulso à ponta-pés antes de conseguir o que queria
Mas os tempos estão mudando e logo não haverá mais criações pela cidade
Ele está se tornando um símbolo de uma época remota
Alguém deveria o aconselhar à se mudar para o interior
Lá talvez a grama ainda seja verde
Embora o concreto já esteja se espalhando como uma praga descontrolada
A bandidagem até explode caixas eletrônicos para roubar dinheiro cor-de-rosa
As escolas caindo aos pedaços de anti-matéria
A saúde pública em colapso...
E você preocupado porque não tem dinheiro pra ir ao cinema?
Francamente!
Agora ele só canta depois do meio-dia
Um canto rouco e ébrio
As más linguas da vizinhança dizem que ele se tornou alcóolatra e violento
Culpa de sua mulher que o traía com qualquer um
Mas também, quem mandou ele casar com uma galinha?!
Depois que ela partiu ele passou à se sentir muito só
E não há bebida em todo o mundo que possa aliviar essa dor
Ele brinda aos decadentes & aos desafortunados
E uma vez por semana invade algum galinheiro do bairro
Claro que em vão
Ele é expulso à ponta-pés antes de conseguir o que queria
Mas os tempos estão mudando e logo não haverá mais criações pela cidade
Ele está se tornando um símbolo de uma época remota
Alguém deveria o aconselhar à se mudar para o interior
Lá talvez a grama ainda seja verde
Embora o concreto já esteja se espalhando como uma praga descontrolada
A bandidagem até explode caixas eletrônicos para roubar dinheiro cor-de-rosa
As escolas caindo aos pedaços de anti-matéria
A saúde pública em colapso...
E você preocupado porque não tem dinheiro pra ir ao cinema?
Francamente!
segunda-feira, 4 de março de 2013
Adoro Segundas-Feiras
Adoro segundas-feiras
Quando a vida retoma seu rumo...
Depois do tédio dominical
Com suas missas e cultos evangélicos
Perturbando a paz mundial...
Adoro segundas-feiras
Com cheiro de feijão recém-cozido
Picadinho de churrasco
E restos de maionese de batata...
Adoro segundas-feiras
Quando já curado da ressaca do porre do último sábado
Começo à fazer planos para o fim-de-semana seguinte
Sem culpa & sem requinte...
Adoro segundas-feiras
Tem novela na TV
E barba pra fazer
Esporte no jornal
E trabalho à dar com o pau...
Adoro segundas-feiras
A agenda é vazia
A noite é tranquila
E eu me sinto mais normal
Ao menos por um dia...
Quando a vida retoma seu rumo...
Depois do tédio dominical
Com suas missas e cultos evangélicos
Perturbando a paz mundial...
Adoro segundas-feiras
Com cheiro de feijão recém-cozido
Picadinho de churrasco
E restos de maionese de batata...
Adoro segundas-feiras
Quando já curado da ressaca do porre do último sábado
Começo à fazer planos para o fim-de-semana seguinte
Sem culpa & sem requinte...
Adoro segundas-feiras
Tem novela na TV
E barba pra fazer
Esporte no jornal
E trabalho à dar com o pau...
Adoro segundas-feiras
A agenda é vazia
A noite é tranquila
E eu me sinto mais normal
Ao menos por um dia...
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