Era mais uma linda, porém fria, manhã ensolarada de setembro.Num raro momento de sobriedade, o velho bêbado balbuciava palavras aparentemente desconexas no jardim da casa em que ele à contragosto morava.
Eu, sentado no trono, o ouvia pela janela do banheiro:
-Sheila... Adoniran Barbosa... balbúrdia... Octopus... lavanderia... mastodonte... pigmaleão... goteiras...
Enquanto da janela de seu quarto, no 2º andar de seu sobrado, a velha vizinha futriqueira comentava com sua filha adolescente :
-Aquele cara é louco!
-Louco por você, mãe!
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