quinta-feira, 25 de julho de 2013

Caetaneando

Vamos comer a cor amarela
A filha da grande borboleta
À sombra da estrela de cinema
A mulher da outra banda da terra
A rã chamada Rita
À rota do individuo
À terceira margem do rio
Morena baiana de voz amada
A voz do morto ressoa no meu violão
Abandono
Aboio
Acalanto
Acontece, meu Santo Amaro...

Mas Alegria, alegria!
Alguém cantando me avisou
Amanhã, amante amada
Atire uma pedra atrás da porta
Um baião de dois à beira-mar bem devagar
Carcará carinhoso
O cinema novo como um samba de adeus
Deixa pago o diamante para Diana
Diferentemente, disseram que eu voltei com dor-de-cotovelo
É coisa do destino e preciso perdoar
Ela & eu
Você me exasperou!

Então guarde seu conselho, homem-bomba
Lágrimas negras na linha do Equador
Louco por você, luz do sol
Eu sou um homem tão sozinho, mamãe coragem
Mesmo numa manhã de carnaval

Maria Joana, já lhe deixei há mais de dez anos
Merda de metrópole
Meu primeiro amor
Meu rio

Michelangelo Antonioni
Depois daquele beijo
Minha mulher
Minha voz
Minha senhora
Minha vida
Mora nos olhos d'água
E morre-se assim
Muito romântico
Num último musical
Nas asas do vento
Na baixa do sapateiro
Nada não-identificado...

Mas não me arrependo
Nenhuma dor foi em vão
Todas tiveram um nome
Nos bailes da vida nossa gente foi feliz
Nenhuma  nostalgia é justificável
O que passou, passou
Só cabe aqui na tela em branco
Na foto envelhecida...

Agora, eu volto à cor amarela
Aquela que iríamos comer
Mas desistimos no meio do caminho das palavras sem sentido que trazemos conosco
Nú com a minha música
Só quero ser um estudioso da nossa própria cultura
Modernizando o tradicional
Tradicionalizando o contemporâneo
Que nome daremos à isto?
Transblues tupiniquim neo-tropicalista?
Nua idéia número um
Nuvem cigana no bater do tambor
O conteúdo pode estar no cú do mundo
Sem palavras bonitas
O estrangeiro
O herói incompreendido
O homem velho
Mãe
O Império da Lei há de chegar no coração dos mortais
O maior castigo que eu te dou é não lhe bater jamais pois sei que gostas de apanhar
O seu amor ao pé da escada do último aquariano tristonho
Onde eu nasci passa um rio
Onde o rio é mais bonito do que eu já fui
Os argonautas lá se afogaram no raso quando era só ficar em pé
Outras palavras não bastaram
No pecado original
Quando o galo cantou
Só o sexo trouxe a paz prometida
E tudo não se resume à isto : Podres poderes?
Por quê?
Por quem?
Por toda a minha vida procurei o óbvio
Preciso aprender à só ser eu mesmo
A felicidade já mora em mim
E qualquer coisa bastará
Quase qualquer mulher
Basta à ela entender
Quem será mais justo?
A química?
A surpresa?
Tarado em você
Totalmente demais
No universo do teu corpo
Basta!

E de qualquer nome eu vou lhe chamar...
E você nem vai se importar...
Tempestades Solares
Teresa da Praia
Terra
Tieta
Tigresa
Tropicália
Um canto de afoxé
Uma Comunista
Um sonho
Um tom não-definido
Vaca profana
Verdura
Vida boa
Vinco meu...

Você é linda
Você é minha
Você não entende nada
Wally Salomão
You don't know me
Zabelê
Zumbi...
E repito
Pois este será o nosso refrão :
De qualquer nome eu vou lhe chamar...
E você nem vai se importar...








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