segunda-feira, 8 de abril de 2013

O Pastor de Ovelhas Negras

Ele era um pastor de ovelhas negras
Que tentava pensar acima do bem e do mal
Mas era seu trabalho separar o joio do trigo
Sendo assim, como poderia ser imparcial?

Ele sofria de uma constante crise de consciência
E já nem sabia mais toda a culpa que sentia
Seu rebanho tinha todo tipo de rebeldia
Como poderia guiá-los com maestria?

Um dia simulando seu suicídio
Ele se jogou de cima de um precipício
Todas as ovelhas gargalharam e partiram
E ele se sentiu livre para recomeçar de onde tinha parado
Quando incrédulo
Aceitou tal trabalho
Tentando esquecer
Seu coração partido
Quase num ato de auto-exorcismo
Contra seus demônios pessoais
E demais fantasmas de plantão
Abominando rimas e pensamentos lógicos
Ele era descartável & deplorável
E todas as mulheres cantavam em coro
Uma sinfonia silenciosa
Mixto de amnésia & indiferença
E ele como um Nick Cave de carne e osso
Com suas tragédias pessoais pra vender jornais
Tentava não pensar muito mais no assunto
Fingia que trabalhava em vender presunto
Sem objetivos & empecilhos
Não era mais o tipo desconfortável
Dormia cedo num sábado á noite
Só saia pra beber nas segundas-feiras
Até costurava suas próprias roupas
Jantando em restaurantes mexicanos
Com seus garçons de refugiados indianos...

Algumas pessoas parecem saber tudo o que querem da vida...
Enquanto que outras querem apenas viver...
Fim!

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